terça-feira, 28 de dezembro de 2010


Há tempos que não escrevo por aqui... Hoje, resolvi revisitar e reler os posts, que expuseram momentos difíceis do ano. Emocionei-me. Neles, coloquei-me ao avesso. Deixei-me ser lida, durante bom tempo. Passados os dias mais duros, recolhi-me. Não havia o que expor. Ficou apenas o vazio. E como expor o vazio? Ainda que tenha tido dias mais alegres, o que restou foi a ausência. Ausência de certas coisas. Nada que não faça parte da vida.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Dias de tensão e cansaço, de aborrecimento, desgaste. Dias de desprendimento, material, emocional. Dias mais ou menos. Dias nem mais, nem menos. Dia de tom pastel.

Definitivamente, preciso de férias, em sua plenitude. Preciso, também, de uma boa massagem. rsrs.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Tocando em Frente

Composição: Almir Sater e Renato Teixeira

Ando devagar
Porque já tive pressa
Levo esse sorriso
Porque já chorei demais

Hoje me sinto mais forte,
Mais feliz, quem sabe,
Só levo a certeza
De que muito pouco sei,
Ou nada sei

Conhecer as manhas
E as manhãs
O sabor das massas
E das maçãs

É preciso amor
Pra poder pulsar
É preciso paz pra poder sorrir
É preciso a chuva para florir

Penso que cumprir a vida
Seja simplesmente
Compreender a marcha
E ir tocando em frente

Como um velho boiadeiro
Levando a boiada
Eu vou tocando os dias
Pela longa estrada, eu vou
Estrada eu sou

Conhecer as manhas
E as manhãs
O sabor das massas
E das maçãs

É preciso amor
Pra poder pulsar
É preciso paz pra poder sorrir
É preciso a chuva para florir

Todo mundo ama um dia,
Todo mundo chora
Um dia a gente chega
E no outro vai embora

Cada um de nós compõe a sua historia
Cada ser em si
Carrega o dom de ser capaz
E ser feliz

Conhecer as manhas
E as manhãs
O sabor das massas
E das maçãs

É preciso amor
Pra poder pulsar
É preciso paz pra poder sorrir
É preciso a chuva para florir

Ando devagar
Porque já tive pressa
Levo esse sorriso
Porque já chorei demais

Cada um de nós compõe a sua historia
Cada ser em si
Carrega o dom de ser capaz
E ser feliz

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Um tanto de tristeza para equilibrar a felicidade...

A vida é assim: tem dias que estamos mais alegres e outros mais tristes, mais legais e mais chatos, mais compreensivos e mais intolerantes. Essas oscilações nos fazem ser o Humano que somos: contraditório, emotivo, racional, seres absolutamente suscetíveis à vida, às suas graças, às suas surpresas. Não sei bem porque comecei este post falando isso, mas hoje tive uma notícia que me colocou nos tais dias menos legais, menos alegres, daqueles em que a tristeza faz companhia, o choro ameaça sair, em que as lágrimas resolvem passear nos nossos rostos. Mas, foi também dia de ser "gente grande", quando não pensamos apenas no nosso umbigo e desejamos o melhor ao outro, ainda que isso signifique abrir mão desse par que nos faz feliz e ve-lo partir, talvez para sempre. O "talvez" é o otimismo que sempre cultivo. Mas, ser "gente grande" não é das tarefas mais fáceis. Ou pensa que é simples falar "adeus" para quem lhe trouxe o sorriso de volta ao rosto, para aquela pessoa que lhe devolveu a paz interior, que lhe acariciou e aconchegou, ainda que por pouco tempo? Não é simples. Entretanto, eu sempre escolhi os caminhos mais complexos, acabo, tantas vezes, complicando a coisa...rs Culpa do meu pai, que me ensinou!rsrs Vez ou outra, tenho aprendido, me rendo a simplicidade, claro! Afinal, nem tudo precisa ser dificil, complexo, delicado. É como amar. Isso deve ser sempre simples. Novamente, não sei porque descambei pra esse assunto. Talvez porque hoje a noticia de que ele vai embora, não só do Rio, como da minha vida, me trouxe o tal tanto de tristeza para equilibrar a felicidade. Mas eu o apoio, e desejo que ele tenha o melhor. Ele merece pela importância que teve na minha vida, pelo sentido que devolveu a ela. A vida é assim. Tem gente que só passa por ela para nos deixar sua contribuição. Este foi o caso. Torcerei por ele.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

De 17 a 20 de Outubro estive na Anped, principal congresso de Pós-Graduação em Educação no Brasil. Apesar de saber da importância do evento, nunca tinha conseguido ir. O "não conseguir" devia-se a uma mistura de falta de vontade e dinheiro, porque se tem uma caracteristica que lhe é peculiar, é o elitismo que o circunda. Gasta-se, para apresentar um trabalho neste evento (o que vale ponto no tal Curriculo Lattes), em torno de R$500,00 - isso equivale a quase 1 salário mínimo brasileiro (R$510,00)! Enfim, eu fui. Mas, na condição de ouvinte. Foi bastante legal. Apesar do conservadorismo que muitas vezes impera no campo educacional, conciliei estudo e diversão. Fui às festas, sambas, boates, bares, restaurantes e o que mais nos oferecesse a pequena cidade de Caxambu-MG como opção para lembrar que a vida e a academia intelectual coexistem. Dancei como há anos não fazia. Sequer me recordo de ter me entregue a música, de todo tipo, de maneira tão intensa como o fiz na graciosa cidade mineira. No dia seguinte à minha chegada ao Rio, acordei com a garganta inflamada, e a febre foi se instalando ao longo do dia, precisamente no percurso Rio-Magé-Rio que precisei fazer para dar conta de uma demanda de trabalho. O dia, que começou cedo, se estendeu até às 22h. A febre, insistente, não permitiu um prolongamento dele para além das 23h - ou seja, apenas o tempo do banho e da comida. A noite de ontem para hoje foi bastante desagradavel. Acordei com a impressão de que esse mal-estar será cia no final de semana. Nesse momento, a febre persiste. O incomodo é inevitavel. E, tudo isso, traz certa sensibilidade. Sinto-me fragil. Queria receber aqueles cafunés quando adoecia há alguns meses atrás. Mas não da. Tenho saudade de ser cuidada, pelo meu outro...Mas não da. Entretanto, fico feliz pela preocupação verdadeira que sempre temos um com o outro.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

"Saudade de você, do seu corpo, do seu cheiro, de você inteiro"


Página virada. A vida sempre continua. Graças a Deus.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Eu quero um amor com o qual eu possa dividir a vida

Quero um amor para poder me divertir

Para poder sorrir, mas também chorar

Um amor que me leve para dançar

E que me faça distrair

Quero amor para dividir, mas também o quero para somar

Quero um amor para brincar e brigar

Para cansar e descansar, para gargalhar

Quero um amor que me traga leveza, mas também beleza

Quero um amor para carências e transparências,

Um amor para insistir

Para seduzir

Um amor que me leve para beber,

Um amor para me ter

Quero um amor que não seja para esquecer.

Ju, 01.10.10, às 16:19


É... parece que as coisas começam a mudar dentro. Estou em paz.

MUITO POUCO!!

Muito Pouco

Maria Rita

Composição: moska

Pronto
Agora que voltou tudo ao normal
Talvez você consiga ser menos rei
E um pouco mais real
Esqueça
As horas nunca andam para trás
Todo dia é dia de aprender um pouco
Do muito que a vida traz.

Mas muito pra mim é tão pouco
E pouco é um pouco demais
Viver tá me deixando louca
Não sei mais do que sou capaz
Gritando pra não ficar rouca
Em guerra lutando por paz
Muito pra mim é tão pouco
E pouco eu não quero mais

Chega!
Não me condene pelo seu penar
Pesos e medidas não servem
Pra ninguém poder nos comparar
Porque
Eu não pertenço ao mesmo lugar
Em que você se afunda tão raso
Não dá nem pra tentar te salvar

Porque muito pra mim é tão pouco
E pouco é um pouco demais
Viver tá me deixando louca
Não sei mais do que sou capaz
Gritando pra não ficar rouca
Em guerra lutando por paz
Muito pra mim é tão pouco
E pouco eu não quero ...

...veja
A qualidade está inferior
E não é a quantidade que faz
A estrutura de um grande amor
Simplesmente seja
O que você julgar ser o melhor
Mas lembre-se que tudo que começa com muito
Pode acabar muito pior

E muito pra mim é tão pouco
E pouco é um pouco demais
Viver tá me deixando louca
Não sei mais do que sou capaz
Gritando pra não ficar rouca
Em guerra lutando por paz
Muito pra mim é tão pouco
E pouco eu não quero mais
Pouco eu não quero mais.
Pouco eu não quero mais.

sábado, 25 de setembro de 2010

Os dias têm sido mais suaves, ainda que carregados de tensões sobre trabalho e mestrado. Sem dúvida, eles têm me parecido mais leves. Eu tenho sorrido mais, e mais do fundo. Um riso que está menos no rosto e mais na alma. Ainda que nos últimos dias eu tenha ficado submetida a uma carga de trabalho de 40 horas ininterruptas, eles me foram agradáveis. Posso dizer que me senti mais em paz, comigo mesma. Outras coisas estão implicadas aí, mas não quero explicitá-las aqui. Sensação de que os tais "dias melhores virão", expressão de acalento de tantos amigos e familiares, estão próximos a mim. Apesar de todo o cansaço, de tamanha sobrecarga, encontro um momento para agradecer por ter força e sabedoria para levar adiante as oportunidades que me apareceram. E, apesar de tudo, me pego cuidando, como uma amiga postou no seu orkut, "pra não perder aquele riso largo".

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Acabo de chegar em casa. Hoje começamos uma nova etapa da vida. Não, não me refiro à minha vida amorosa, mas ao meu núcleo familiar. Minha mãe fez uma operação que aguardava há cerca de 15 anos. Acho que agora ela terá outra qualidade de vida. Isso me deixa bastante feliz. A volta pra casa, no entanto, nos trouxe uma situação desconcertante, desagradavel, dispensável... Estivemos na mira de dois fuzis, e não se trata de uma tentativa de assalto. Esquecemos de acender a luz de dentro do carro. É regra. Haviamos esquecido. Confesso que me amedrontei. Meu pai parecia chocado com a cena, e não conseguia obedecer a "ordem" de "para o carro" e "acende a luz, porra". Ficamos todos tensos. Tinhamos motivo pra isso. Ele ficou, perceptivelmente, desconfortavel, talvez com um sentimento de humilhação. Afinal, é um cara que trabalhou duramente desde os 9 anos, sempre correto, sempre preocupado em não trilhar um caminho torto. Ela [minha mãe] chorou. Chorou. Teve medo. Ficou nervosa. A vi triste. A vi mais uma vez com o rancor de ainda morar aqui nessa merda. Com razão. Compartilhei um pouco de cada sentimento. Tive vontade de chorar, mas não podia. Naquele momento, passada a tensão, restando apenas o constrangimento, precisava afagar ela que chorava: "mãe, ja foi, já passou." Precisava fingir que é isso aí. Precisava fingir que isso faz parte. Entretanto, minha cobrança foi além. Tenho parte nisso. Eles não tem mais necessidade de passar por isso. Não os quero ver envelhecer desse modo. Percebo que ainda tenho muito trabalho pela frente. Não mais quero ve-los refem dessa porra. Não desejo envelhecer e morrer aqui.
Estou enlouquecendo. E isso não é uma figura de linguagem qualquer.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

"O tempo é daqui pra frente. Ele não volta mais."
(PASSOS, A. P)
Passo por dias turbulentos. Dificeis. De desequilibrio e descontrole emocional. Sim, tive vontade de desistir de tudo, do mundo. Mas, cheguei a conclusão de que seria covardia. Seria desonesta com as pessoas que se empenham tanto em me manter de pé. Essas pessoas apostam em mim. Perante elas, sou uma fortaleza, um motivo de orgulho, ainda que também me permitam meus momentos de fragilidade e fraqueza. Portanto, não seria correto abandona-las, deixa-las se perguntando "onde erraram". Prefiro continuar sendo o orgulho. Têm sido doloridos os ultimos dias. Me deparar com determinadas situações se tornou trauma, caminho para a loucura. Estou desestabilizada. A tal dissertação de mestrado paralisada. Dei-me conta de que não estou conseguindo, sozinha, seguir adiante com a vida. Pedi ajuda, da pessoa mais doce, amiga e do bem que tenho o privilegio de poder contar. Fizemos um trato. Comprometi-me com ela. E não quero desaponta-la. Sim, ela é uma das pessoas mais respeitosas com o outro que conheço. E foi isso que combinamos: o respeito a si e ao outro. Portanto, tenho o desafio de abafar sentimentos, descontroles, desequilibrios. É como se eu fosse olhar para a vida com certa indiferença, fingindo que ela não me causa grandes sensações, fingindo que não estou suscetível a ela, fingindo que tenho total controle de meu corpo e minha mente. Um tipo de desprezo por esse tal amor. Sabe aquela cara de paisagem? Então, é com ela que devo olhar para o momento atual. Sabe fingir que não sinto nada ao saber que tem outra pessoa dormindo no cantinho que eu cuidava com todo zelo? É isso. Parece o caminho. Falando parece possível. Talvez até seja. Mas, pra isso, acredito que todas essas coisas não poderão ser fingimento... Como mentir a mim mesma? Eu saberei. Mas, enfim, tenho um desafio. Um grande desafio. Entretanto, o maior deles é, fingindo ou tornando isso tudo verdades dentro de mim, me manter pessoa, o tal frágil ser humano, permanecer Humana. Confesso que tenho medo de não conseguir.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Hoje o dia estava agradavel. Nada daquele calor que nos deixa grudentos, que nos traz a sensação de derretermos feito um picolé. Tempo frio, nublado, porem sem a chuva constante de ontem. Clima que causa uma certa carência. Acho que essa não é a palavra correta. Na verdade, temperatura que proporciona determinada vontade de dormir aquecida por outro corpo. Pelo popular calor humano. Fico um tanto out nesses dias. Mas, enfim, "vamo que vamo", "a vida segue" ou qualquer expressão desse tipo que anunciamos a nós mesmos num processo de autoconvencimento. Hoje não foi o tal clima que mexeu comigo, mas um assunto ainda não superado. Recebi uma cobrança sobre o "porque" não avisei que levaria embora coisas minhas de uma casa que não mais habito. Não concordo em ter de avisar. Por que seria minha obrigação? Para prepara-lo para lidar com o vazio ao chegar em casa? Por que me preocuparia se ele não tem feito o mesmo? Simplesmente não concordo. Não é justo de mim comigo mesma, principalmente. Mas, infelizmente, não parou por aí. Eu chorei, mais uma vez. Mais uma vez, eu chorei. Isso nao foi legal. Desde que terminamos, chorar nunca é bom, porque não mais é por felicidade, emoção ou qualquer sentimento positivo. É momento de angustia, raiva, tristeza, decepção, coisas ruins. Que ele ainda mexe comigo tenho total ciencia. Por isso me afastei. Não fui eu que procurei essa situação. Mas ela aconteceu... Aconteceu pra eu me dar conta que é melhor perder de vista. Certamente ha pessoas por aí que, ainda de ressaca e dor de cabeça da bebedeira da noite anterior (como foi o caso dele hj), ficarão felizes por um telefonema. Certamente... Certamente... Eu não quero mais isso. Chega. Tomarei providencias. E quando o choro vier, ele será segredo, ninguem o sentirá, ninguem, incluindo a pessoa que o motiva atualmente, terá certeza da sua existencia. Amanhã (hoje?) começa uma nova semana: cabelo cortado, unhas feitas. Algumas coisas da rotina serão mantidas, visto que necessárias. Outras se modificarão. Será melhor assim.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Estou de volta ao cotidiano. A semana começou bem, apesar do cansaço da viagem. Entretanto, hoje recebi uma notícia desagradável. Foi algo despretensioso. Acho que a ideia era se tornar uma brincadeira ou zoação da minha cara. Mas, me deixou tão decepcionada quanto puta. Fiquei irada. Me dei conta de que a ferida ainda não cicatrizou, que certa situação ainda gera incomodo. Infelizmente, a pessoa que me causa sensações ruins não caiu no limbo, no limbo do meu coração, da minha preocupação, da minha atenção. Essa porra me transtorna. Sinto raiva. Estou decepcionada. Não conheço a pessoa com a qual dividi quase 7 anos da minha vida!!! Fico absolutamente puta. Isso toma a minha mente, que tava limpa, livre dessa prisão, dessa tortura, dessa insanidade. Respiro fundo. Vai passar. Tenho uma dissertação pra escrever. Tenho uma vida pela frente a batalhar. Tenho um mundo inteiro pra ganhar. Vai passar.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

[...] Primeiro é preciso transformar a vida,
Para cantá-la em seguida.
[...] É preciso arrancar alegria ao futuro.
Nesta vida morrer não é difícil.
O difícil é a vida e seu ofício.

(Vladimir Maiakóvski)

domingo, 18 de julho de 2010

Dia absolutamente improdutivo. Não por ser chuvoso, frio, dia de ficar de preguiça. Mas porque falei sobre coisas indevidas. Sobre pessoa indevida. Não passei do portão de casa. O dia não ajudava. Não fiz nada. Absolutamente. (estou sendo repetitiva). No final do dia, tentei dormir. Mas os pensamentos indevidos me atrapalham. Sou obrigada a me valer do meu amigo imaginário. Claro, porque os amigos reais estão dormindo, trepando, namorando, se divertindo, descansando. Que bom. Não tenho muito o que escrever aqui, diante desse dia. Hoje me falaram que eu precisava me permitir, sair com pessoas, ir pra balada, agir como solteira. Infelizmente, to emperrada com o tal embrionário projeto de dissertação. Isso ta me aprisionando e tem se tornado um grande sofrimento (achei que ja bastava a separação, mas não, o cara la de cima deve ter achado que o pacote ainda tava leve e que ainda dava pra carregar mais esse peso). Faz parte. Deve fazer. Sei lá. To confusa. Será que devo me exercitar pra sentir raiva? Seria mais facil nesse momento, apesar de não ser o sentimento que tenho de verdade. Excluir do orkut? Do msn? E como faz pra excluir da vida? Se alguem souber a resposta, pode me indicar? Procurei o meu amigo do blog que me faz rir. Ele sempre ta on na madruga. Mas hoje é sabado, ne. Ninguem pra jogar conversa fora. Continua chovendo. Isso me ajuda, de certa forma, porque me impede de tomar uma atitude irracional, como me dirigir a locais aos quais não sou mais bem-vinda. De onde ja fui expulsa. Eu não tenho vergonha na cara. Deixo que aquele-que-não-posso-dizer-o-nome (rs) me humilhe. Mas sei que isso é só uma temporada. Sei que quando passar, quando as lagrimas secarem e eu cansar de ser tratada com aspereza, vou seguir. As vezes digo que morrer é mais facil. Mas é pura sacanagem. Até deve ser mais facil, mas eu ainda tenho tantos lugares pra conhecer antes de saber se essa parada de ceu e inferno é verdade mesmo.... Encontro uma unica alma no g.talk. Estou sendo entrevistada sobre o meu cotidiano no local onde voltei a morar. O meu entrevistador quer "refletir" sobre a imagem distorcida que ele tem sobre a realidade...rs Pelo menos tá se dispondo a isso. Legal. Isso é legal. São perguntas ingenuas. To la e aqui ao mesmo tempo. Engraçado. Mas to levando a sério, eu juro. É bom situar uma pessoa que ta querendo sair da ignorância, é importante! Eu gosto disso. Meu entrevistador saiu do roteiro..rsrs Acho que agora vai virar papo-furado (girias idosas..rsrs). Acho que posso fechar esse post.

sábado, 17 de julho de 2010

Ontem cheguei de viagem. Estava em algum município do Rio trabalhando, por 2 dias. Foi ótimo: a internet não funcionava - o que me impossibilitava de entrar em msn e orkut (logo não ver aquelas malditas atualizações que me informam de pessoas que falaram, comentaram, eventuaram!!); também não pude ver e-mail - não que isso me deixe feliz, mas fez parte desses 2 dias. Cheguei ao Rio direto para uma reunião. Reunião terminada, cumpri pendências, preenchi papéis, conversei, ri. Até então, tempo tomado, cabeça a mil porque não consegui ultrapassar a pagina e 1/2 da fundamentação do meu embrionário projeto de dissertação, vai, volta, reuni, come, bebe, ouve historia. Mas e depois? Não da para trabalhar 24 horas, nem estudar. Hora de voltar pra casa. Mas tinha um vacuo, um vazio. Eu sei o que era esse vazio. Tem nome, endereço e telefone. Tem cheiro, estatura, carne, osso. Olhos, cabelos e pêlos. Saco... isso de novo, Juliana?!!! Até quando isso vai me assombrar??!! Então resolvi ir embora, pegar um transporte qualquer, porque em casa teria gente, pessoas amadas, que me querem ver sorrir e não medem esforços pra isso. Não tinha ninguem. Mas recebi um telefonema. Animei-me, ri novamente, debochei da minha propria vida. Me fez bem deixar de lado o sofrimento naqueles instantes. Definitivamente, preciso disso: arrancar essa coisa de mim, seguir a vida, trilhando o caminho que estou construindo, sem moleza, e não esquecer, nunca, que só tenho a opção de ganhar o mundo porque eu planejei o caminho. E ninguem pode diminuir essa batalha. Ninguem.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Juliana diz:
a sensação q tive hj é q ia literalmente explodir...e voariam varios pedacinhos de mim pelo ar....


Pessoa diz:
pense no seu futuro
nao deixa essas coisas detonarem a sua vida
nao manda seu futuro a merda
manda o resto

terça-feira, 29 de junho de 2010

Preciso me Encontrar - Cartola

" (...) o meu destino e eu. Nem sempre estamos afinados, nem sempre nos levamos a sério."

(Lya Luft)
O dia foi agradável, apesar da insonia ao tentar descansar dele. Sensação de que a vida segue. Talvez por conta da euforia do dia. Dia de jogo, copa do mundo, Brasil X Chile - 3 a 0. Uhuuuu!!!! Nada melhor que um dia de alienação! Bendita alienação! Mas amanhã (daqui a pouco, considerando que já são quase 03:00) volta tudo... mesmo chão, mesmas paredes me aprisionando... e o céu? será o mesmo? conseguirei olha-lo diferente? Não sei. Talvez olhe pra cima e diga: "Meu deus, preciso desemperrar essa dissertação!! E tá dificil!! E agora? Fudeu!! Tenho 1 semana pra fazer 2 capitulos! PQP.... Vou largar essa porra, quero ser feliz!!" Apesar de tudo, eu seguirei... nao sei bem porque, mas seguirei...
Insonia
Substantivo feminino.
Privação do sono; grande dificuldade para dormir; vigília.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Acabo de criar esse blog. Ele é como se fosse meu amigo imaginário. Sigo o exemplo de um amigo (real), que conversa com o blog dele! Bem, no começo estranhei, mas depois percebi que pode ser um refugio, uma solução. Ele será um lugar para tentar arrancar as angústias, os medos, as alegrias, as realizações. E, por que não, as pirações?! Sim, porque não são todas as noites que elas me deixam dormir. E eu odeio não dormir. Enfim... não posso telefonar às 3:00 da madruga pra amigos querendo chorar em seus ombros. Não é justo, nem certo, nem legal da minha parte. Sei la se é bem isso... Mas preciso tirar de dentro COISAS, que em determinados momentos não extrapolam o sentido estrito de sua grafia. Independente do que sejam, algumas delas são incomodas, incovenientes. Também idiotas, ilusões, inverdades. Podem ser sentimentos, mas tambem meras divagações sobre a vida, sobre o tal dia-a-dia. Pensando bem, nunca estarão milimetricamente separadas, porque ainda nao aprendi a me separar de mim mesma.