Passo por dias turbulentos. Dificeis. De desequilibrio e descontrole emocional. Sim, tive vontade de desistir de tudo, do mundo. Mas, cheguei a conclusão de que seria covardia. Seria desonesta com as pessoas que se empenham tanto em me manter de pé. Essas pessoas apostam em mim. Perante elas, sou uma fortaleza, um motivo de orgulho, ainda que também me permitam meus momentos de fragilidade e fraqueza. Portanto, não seria correto abandona-las, deixa-las se perguntando "onde erraram". Prefiro continuar sendo o orgulho. Têm sido doloridos os ultimos dias. Me deparar com determinadas situações se tornou trauma, caminho para a loucura. Estou desestabilizada. A tal dissertação de mestrado paralisada. Dei-me conta de que não estou conseguindo, sozinha, seguir adiante com a vida. Pedi ajuda, da pessoa mais doce, amiga e do bem que tenho o privilegio de poder contar. Fizemos um trato. Comprometi-me com ela. E não quero desaponta-la. Sim, ela é uma das pessoas mais respeitosas com o outro que conheço. E foi isso que combinamos: o respeito a si e ao outro. Portanto, tenho o desafio de abafar sentimentos, descontroles, desequilibrios. É como se eu fosse olhar para a vida com certa indiferença, fingindo que ela não me causa grandes sensações, fingindo que não estou suscetível a ela, fingindo que tenho total controle de meu corpo e minha mente. Um tipo de desprezo por esse tal amor. Sabe aquela cara de paisagem? Então, é com ela que devo olhar para o momento atual. Sabe fingir que não sinto nada ao saber que tem outra pessoa dormindo no cantinho que eu cuidava com todo zelo? É isso. Parece o caminho. Falando parece possível. Talvez até seja. Mas, pra isso, acredito que todas essas coisas não poderão ser fingimento... Como mentir a mim mesma? Eu saberei. Mas, enfim, tenho um desafio. Um grande desafio. Entretanto, o maior deles é, fingindo ou tornando isso tudo verdades dentro de mim, me manter pessoa, o tal frágil ser humano, permanecer Humana. Confesso que tenho medo de não conseguir.
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