segunda-feira, 10 de setembro de 2012


"Opte por aquilo que faz o seu coração vibrar... apesar de todas as consequências." (Osho)  

Começo pela citação do autor que ainda faz parte da lista de desconhecidos. Impactei-me ao lê-la, pois vi-me traçando exatamente esse caminho na vida. Apesar do mundo tentar me convencer do contrário, continuo crendo nas pessoas e nas suas capacidades de recomeçar, rever, refazer. Paro alguns instantes, retomo o belíssimo final de semana que tive, e então, relembro a alegria, a leveza, a simplicidade que o constituiu. Ao mesmo tempo, ainda que não tenhamos nos dado conta de imediato, ele engendra mudanças enormes, inaugura um novo ciclo. Diria, brinda um grande passo adiante. Eu sempre fui audaciosa em alguns aspectos, por isso afirmo que presenciei um avanço emocionante. Prefiro desse modo e persisto para que meu coração vibre e me mova, continuamente. A vida faz mais sentido assim. Após o lanche, já em casa, diante de um comentário meu ("é... acabou o final de semana..."), ouço uma resposta/ pergunta de uma das pessoas mais importantes para mim: "acabou o sonho? porque parecia que você estava sonhando, parecia que não estava aqui.". "Não, o sonho não acabou, acabou apenas o final de semana." Repito duas vezes. Afinal seria injusta em fazer uma afirmação que não condizia com o que se passa aqui do lado de dentro, porque a sensação desse final de semana é que o sonho está apenas começando. Dia após dia, semana após semana tenho mais certeza que nós temos grande responsabilidade na construção dos nossos sonhos. Valendo-me de todo sentido metafórico possível, sonho em construir um castelo, uma fortaleza. Para isso, estou quebrando a pedreira para ergue-lo com cada uma dessas pedras. É isso aí, o final de semana me rendeu mais algumas pedrinhas. Permaneço seguindo a orientação de Osho. Eu ainda prefiro aquilo que faz o meu coração vibrar, intensamente. Sempre.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Algo estranho acontece. Dentro. Continuo acenando. Mas há muita coisa fora do lugar. Sorrio. Vai uma dose pequena de loucura aí? Acho que tenho mais do que preciso aqui... Não... não tá maneiro...

terça-feira, 24 de julho de 2012

Nossa! Quanta poeira há por aqui! Não tenho dúvidas que dedico-me bem menos a esse meu espaço tão paradoxal, pois na mesma medida que me expõe pelo avesso, constituindo-se tão íntimo, também está exposto mundialmente. Ainda não sei o porquê abandonei-me de mim, digamos assim. Abandonar-se de si é quando entubamos as insatisfações cotidianas e não cuidamos para que elas não nos corroam, por dentro e por fora. Por fora é fácil detecta-las: basta observar o sorriso forçado, o olhar desviado, o silêncio meio a tantos ruídos internos... Mas falar de "dentro", em todos os sentidos que essa expressão permite, é uma tarefa mais complexa. Lá dentro, cada um sabe as frustrações que carrega. Cada um de nós sabe das suas dores, dos seus medos, da sua falta de maturidade para tratar determinados assuntos. É difícil espiar "dentro" de um lugar onde é preciso permissão para entrar. Portanto, como saber dos anseios, das expectativas, dos sonhos, das apostas? Pergunto-me se isso é tangível, ainda que façamos um grande exercício de alteridade. Enquanto isso, sou corroída por dentro. Dolorosa e solitariamente. Sim, porque essa é uma jornada que se faz só. Não há respostas prontas, tampouco claras. Mas, eu continuo o caminho, com pedra, sem pedra, na pedra. Com luz, sem luz, na luz. Com dor, sem dor, na dor. Aqui, do lado de dentro, as coisas não estão boas. Mas, quem quer saber? "Sorria, você está sendo filmado." "Apenas acene." 

sexta-feira, 11 de maio de 2012

3 kilogramas... O peso do dia... A sobra, aquilo que não deveria estar ali, ou melhor, aqui. A constatação, seguida de profunda angústia, precisou ser validada por duas subidas em balanças diferentes, em bairros diferentes, em estabelecimentos diferentes. Uma sombra perturbadora passa a me acompanhar. Certo desespero me assola, principalmente por observar a inércia que o corpo se recusa a enfrentar. Do lado de dentro, só eu sei o quão doloroso é revisitar esse trauma. Sinto saudade da segurança daquela menina inteligente, da confiança no "ser humano acima de tudo", daquela que acreditava que o mundo era de grandeza infinitamente maior que um conjunto de Barbies, Kens, Suzis e afins circulando, se juntando, se pegando... Sinto muito que essa menina tenha, de algum modo, se perdido em meio as suas dores, resultantes das porradas da vida... Hoje, há alguma dose de ceticismo no seu discurso, às vezes amargo por sentir-se escrava desse mundo infinitamente menor do que ela sonhara. Sente-se descrente, principalmente naquilo que ja chama de "coisa", " aquela coisa de amar pra sempre". Questiona-se e chora. Se por um lado arrancaram-lhe a ingenuidade na marra, por outro o fizeram também com parte da sua doçura. Como subterfúgio, para sobreviver, provavelmente de forma inconsciente, ela mescla a menina de doces ilusões e a cética mulher que se constituiu, buscando abrir uma brecha na realidade que está posta, tentando trilhar o caminho do meio (ainda que isso não seja fácil). Mesmo diante das dores impublicáveis, ela segue. Apesar dos tropeços.

domingo, 15 de abril de 2012

Chove. É domingo e chove. O cheiro de terra molhada me agrada. O som da chuva também. Mas, também inquieta o que já está bastante movimentado aqui, do lado de dentro. Hoje, é dia de TPM, quando o "grande" se transforma em "gigante". Período em que as coisas de dentro parecem não caber na gente, e transbordamos. A sensibilidade afiada, o peito mais apertado que o normal. Dias de choro fácil, em que nos recolhemos antes do horário, nos abstemos da sala aos familiares, e preferimos olhar, à meia luz, de portas fechadas, para o céu nublado. Ouço uma música e choro, copiosamente, ainda que no mais absoluto silêncio. Afinal, como, no dia de hoje, ignorar a pergunta do compositor: "Quantas são as dores e alegrias de uma vida?". No fundo, há uma certa angústia, uma boa dose de receio... Há um tanto de sofrimento. Mas, é necessário encarar, resolver, apostar as fichas. A meu modo, rezo para que eu esteja certa e esse jogo tenha valido cada ficha colocada na mesa. Por favor, não deixe eu me arrepender!

domingo, 25 de março de 2012

Dominguinho mais ou menos... Sei lá, sei lá, sei lá. Eu ia escrever, mas desisti [2].

sábado, 17 de março de 2012

Nem é maneiro digitar 102 questionários ao mesmo tempo em que se desenvolve uma gripe...rsrs Uma sexta-feira pra ajudar a pensar sobre o que quero fazer por um período grande na vida (pra vida toda é muito tempo e por demais definitivo..rsrs). Enfim, um copo de Coca-Cola e um (uns?) biscoito (s) de chocolate para conseguir concluir. Ah, sim, a circulação sanguinea agradece as (brevíssimas) caminhadas no trajeto quarto-banheiro e quarto-cozinha. Coragem - tem alguma loja aberta que entregue uma porçao extra essa hora?rs Agora é sério, acabou o recreio....rs Preciso voltar ao trabalho...

sábado, 28 de janeiro de 2012

Adriana Calcanhotto - Fico Assim Sem Você

 

Música totalmente auto-explicativa... Combina com a chuva de hoje, bem como com a saudade que aperta a cada dia que acordo, olho para o lado e encontro o outro travesseiro desocupado...

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

"A distância traz o nosso amanhecer... Deixa estar, que o que for pra ser vigora... Vamos dividir os sonhos que podem transformar o rumo da história..."


 

"Vem logo, que o tempo voa como eu quando penso em você..."

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Domingo no Rio de Janeiro. Como escrevi ontem, dia de praia (ainda que o céu não estivesse na tonalidade mais perfeita do azul), calor e Carnaval. Dispensei a praia e o Carnaval. Da temperatura elevada não era possível escapar. Hoje, como já há alguns dias, eu buscava abrigo fora de casa, nas relações humanas. Eu precisava de carinho, companheirismo, cumplicidade. Falar e ouvir, estando por inteira e tendo o mesmo de volta. Hoje eu não queria me sentir apenas um compromisso. Eu queria ser apenas a Ju, a tratorzinho, a amiga que gosta de brincar, de rir das coisas da vida que de fato não devem ser levadas a sério. Em síntese, eu precisava recarregar as energias, o que só é possível quando estamos próximos de pessoas que possam nos abastecer nesse sentido. Sai com o intuito de ir ao cinema, mas acabei por fazer uma refeição, conversando horas a fio. Algo simples, que não custou mais que o prato de comida. Como sempre digo, o detalhe da vida está na simplicidade, em saber mirar as pessoas certas para nos acompanhar nessa caminhada. Elas serão aquelas responsáveis por te lembrar quem você é em um momento de baixa, tanto quanto serão àquelas pelas quais você vai abandonar, por exemplo, páginas de dissertação apenas para conversar até que veja em seus rostos o desânimo se transformar em sorriso. Essas pessoas serão aquelas que um dia pedirão: "preciso de um abraço, ainda bem que você chegou.", e serão as mesmas que te tornarão mais leves ao segurar suas mãos, ao te olhar com ternura, ao te proteger. São essas pessoas que você jamais abrirá mão de ter ao seu lado, ainda que isso se faça apenas dentro do coração de cada uma, pois são elas que não te deixam desabar, pegam no seu queixo, olhando nos olhos e te renovam:

"Estamos juntas nessa e em qualquer outra. Continue sendo fortaleza. Ta acabando."

Um torpedo. Quase choro. Fortaleza nos momentos difíceis, esse é meu título. "Mestra" que minha discípula rs se orgulha... Muita responsabilidade. Mas eu continuo topando. Até porque com amigas dessa qualidade, não tem porque desistir. Juntas somos e sempre seremos mais fortes. Obrigada, por tudo.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Há tempos não visito estas linhas (imaginárias) em branco. A vida está corrida. A sensação de que 2011 não terminou me persegue. Mas, não adianta paralisar na lamentação, no "achismo", nas elocubrações. É fundamental seguir adiante, como sempre. Indispensável é não esquecer de dar pelo menos um passo a frente. Com todas as dificuldades, com os risos cavados, com as lágrimas insistentes. Indispensável é dar um passo a frente, ainda que tenhamos as nossas dores impublicáveis. Confesso que estou sem vontade para alimentar esse blog (que, concomitantemente, alimenta a mim)... Há alguns dias, tenho me dado o direito de ser gente, deixando de lado a super-heroina. É obvio que isso não significa desonrar os compromissos ja firmados. Porém, permito-me pensar com simplicidade: "não to afim". Não sei mais como ou se quero fechar esse post. Hora de dormir. Amanhã é domingo no Rio de Janeiro: calor, praia e carnaval.