Hoje o dia estava agradavel. Nada daquele calor que nos deixa grudentos, que nos traz a sensação de derretermos feito um picolé. Tempo frio, nublado, porem sem a chuva constante de ontem. Clima que causa uma certa carência. Acho que essa não é a palavra correta. Na verdade, temperatura que proporciona determinada vontade de dormir aquecida por outro corpo. Pelo popular calor humano. Fico um tanto out nesses dias. Mas, enfim, "vamo que vamo", "a vida segue" ou qualquer expressão desse tipo que anunciamos a nós mesmos num processo de autoconvencimento. Hoje não foi o tal clima que mexeu comigo, mas um assunto ainda não superado. Recebi uma cobrança sobre o "porque" não avisei que levaria embora coisas minhas de uma casa que não mais habito. Não concordo em ter de avisar. Por que seria minha obrigação? Para prepara-lo para lidar com o vazio ao chegar em casa? Por que me preocuparia se ele não tem feito o mesmo? Simplesmente não concordo. Não é justo de mim comigo mesma, principalmente. Mas, infelizmente, não parou por aí. Eu chorei, mais uma vez. Mais uma vez, eu chorei. Isso nao foi legal. Desde que terminamos, chorar nunca é bom, porque não mais é por felicidade, emoção ou qualquer sentimento positivo. É momento de angustia, raiva, tristeza, decepção, coisas ruins. Que ele ainda mexe comigo tenho total ciencia. Por isso me afastei. Não fui eu que procurei essa situação. Mas ela aconteceu... Aconteceu pra eu me dar conta que é melhor perder de vista. Certamente ha pessoas por aí que, ainda de ressaca e dor de cabeça da bebedeira da noite anterior (como foi o caso dele hj), ficarão felizes por um telefonema. Certamente... Certamente... Eu não quero mais isso. Chega. Tomarei providencias. E quando o choro vier, ele será segredo, ninguem o sentirá, ninguem, incluindo a pessoa que o motiva atualmente, terá certeza da sua existencia. Amanhã (hoje?) começa uma nova semana: cabelo cortado, unhas feitas. Algumas coisas da rotina serão mantidas, visto que necessárias. Outras se modificarão. Será melhor assim.
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Estou de volta ao cotidiano. A semana começou bem, apesar do cansaço da viagem. Entretanto, hoje recebi uma notícia desagradável. Foi algo despretensioso. Acho que a ideia era se tornar uma brincadeira ou zoação da minha cara. Mas, me deixou tão decepcionada quanto puta. Fiquei irada. Me dei conta de que a ferida ainda não cicatrizou, que certa situação ainda gera incomodo. Infelizmente, a pessoa que me causa sensações ruins não caiu no limbo, no limbo do meu coração, da minha preocupação, da minha atenção. Essa porra me transtorna. Sinto raiva. Estou decepcionada. Não conheço a pessoa com a qual dividi quase 7 anos da minha vida!!! Fico absolutamente puta. Isso toma a minha mente, que tava limpa, livre dessa prisão, dessa tortura, dessa insanidade. Respiro fundo. Vai passar. Tenho uma dissertação pra escrever. Tenho uma vida pela frente a batalhar. Tenho um mundo inteiro pra ganhar. Vai passar.
Assinar:
Comentários (Atom)