[...] Primeiro é preciso transformar a vida,
Para cantá-la em seguida.
[...] É preciso arrancar alegria ao futuro.
Nesta vida morrer não é difícil.
O difícil é a vida e seu ofício.
(Vladimir Maiakóvski)
segunda-feira, 19 de julho de 2010
domingo, 18 de julho de 2010
Dia absolutamente improdutivo. Não por ser chuvoso, frio, dia de ficar de preguiça. Mas porque falei sobre coisas indevidas. Sobre pessoa indevida. Não passei do portão de casa. O dia não ajudava. Não fiz nada. Absolutamente. (estou sendo repetitiva). No final do dia, tentei dormir. Mas os pensamentos indevidos me atrapalham. Sou obrigada a me valer do meu amigo imaginário. Claro, porque os amigos reais estão dormindo, trepando, namorando, se divertindo, descansando. Que bom. Não tenho muito o que escrever aqui, diante desse dia. Hoje me falaram que eu precisava me permitir, sair com pessoas, ir pra balada, agir como solteira. Infelizmente, to emperrada com o tal embrionário projeto de dissertação. Isso ta me aprisionando e tem se tornado um grande sofrimento (achei que ja bastava a separação, mas não, o cara la de cima deve ter achado que o pacote ainda tava leve e que ainda dava pra carregar mais esse peso). Faz parte. Deve fazer. Sei lá. To confusa. Será que devo me exercitar pra sentir raiva? Seria mais facil nesse momento, apesar de não ser o sentimento que tenho de verdade. Excluir do orkut? Do msn? E como faz pra excluir da vida? Se alguem souber a resposta, pode me indicar? Procurei o meu amigo do blog que me faz rir. Ele sempre ta on na madruga. Mas hoje é sabado, ne. Ninguem pra jogar conversa fora. Continua chovendo. Isso me ajuda, de certa forma, porque me impede de tomar uma atitude irracional, como me dirigir a locais aos quais não sou mais bem-vinda. De onde ja fui expulsa. Eu não tenho vergonha na cara. Deixo que aquele-que-não-posso-dizer-o-nome (rs) me humilhe. Mas sei que isso é só uma temporada. Sei que quando passar, quando as lagrimas secarem e eu cansar de ser tratada com aspereza, vou seguir. As vezes digo que morrer é mais facil. Mas é pura sacanagem. Até deve ser mais facil, mas eu ainda tenho tantos lugares pra conhecer antes de saber se essa parada de ceu e inferno é verdade mesmo.... Encontro uma unica alma no g.talk. Estou sendo entrevistada sobre o meu cotidiano no local onde voltei a morar. O meu entrevistador quer "refletir" sobre a imagem distorcida que ele tem sobre a realidade...rs Pelo menos tá se dispondo a isso. Legal. Isso é legal. São perguntas ingenuas. To la e aqui ao mesmo tempo. Engraçado. Mas to levando a sério, eu juro. É bom situar uma pessoa que ta querendo sair da ignorância, é importante! Eu gosto disso. Meu entrevistador saiu do roteiro..rsrs Acho que agora vai virar papo-furado (girias idosas..rsrs). Acho que posso fechar esse post.
sábado, 17 de julho de 2010
Ontem cheguei de viagem. Estava em algum município do Rio trabalhando, por 2 dias. Foi ótimo: a internet não funcionava - o que me impossibilitava de entrar em msn e orkut (logo não ver aquelas malditas atualizações que me informam de pessoas que falaram, comentaram, eventuaram!!); também não pude ver e-mail - não que isso me deixe feliz, mas fez parte desses 2 dias. Cheguei ao Rio direto para uma reunião. Reunião terminada, cumpri pendências, preenchi papéis, conversei, ri. Até então, tempo tomado, cabeça a mil porque não consegui ultrapassar a pagina e 1/2 da fundamentação do meu embrionário projeto de dissertação, vai, volta, reuni, come, bebe, ouve historia. Mas e depois? Não da para trabalhar 24 horas, nem estudar. Hora de voltar pra casa. Mas tinha um vacuo, um vazio. Eu sei o que era esse vazio. Tem nome, endereço e telefone. Tem cheiro, estatura, carne, osso. Olhos, cabelos e pêlos. Saco... isso de novo, Juliana?!!! Até quando isso vai me assombrar??!! Então resolvi ir embora, pegar um transporte qualquer, porque em casa teria gente, pessoas amadas, que me querem ver sorrir e não medem esforços pra isso. Não tinha ninguem. Mas recebi um telefonema. Animei-me, ri novamente, debochei da minha propria vida. Me fez bem deixar de lado o sofrimento naqueles instantes. Definitivamente, preciso disso: arrancar essa coisa de mim, seguir a vida, trilhando o caminho que estou construindo, sem moleza, e não esquecer, nunca, que só tenho a opção de ganhar o mundo porque eu planejei o caminho. E ninguem pode diminuir essa batalha. Ninguem.
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