domingo, 10 de dezembro de 2017

Rio de Janeiro, 10 de Dezembro de 2017.


Hoje revisitei fotos de algumas redes sociais. Observei-me em diferentes momentos. Deparei-me com olhos brilhantes, preocupados, entristecidos. Vi-me radiante em determinadas fotografias, apática em outras. Uma em especial mexeu comigo. Ela escancarava um sorriso doce. Transmitiu-me um bom tanto de paz e, fundamentalmente, um saudosismo imenso daquela boa energia. Não tinha maquiagem, filtro, ou qualquer outro artificio que utilizamos para "sair bem na foto". Tratava-se, literalmente, de um instantâneo da realidade... um fragmento da vida capturado fidedignamente... Estava linda, leve, feliz. Mesmo em meio a batalhas diárias, que envolviam pessoas, finanças, profissão. Havia naquele retrato equilíbrio, saúde emocional, força. Pareceu-me que eu estava reaprendendo a sorrir para além do Facebook, Instagram, etc. Sorrir  meu riso largo, vibrante, iluminador. Aquele "sorriso-holofote", como já fui apelidada por alguém que, ironicamente, o apagou. 



sábado, 21 de outubro de 2017

E, sem saber, você me fez gargalhar em um dos momentos mais delicados da vida. O sorriso necessário para amenizar o choro de tristeza.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Rio de Janeiro, 14 de Junho de 2017. (23h e 23 min)

Em alguns minutos inicia a data do meu aniversário. Mas, eu que sempre fui festeira, me pego desanimada em realizar qualquer comemoração. Até que investi em uma ou outra tentativa hoje de melhorar. Sem êxito.
Percebo que me perdi de mim, e isso é tão ruim... O momento da vida pessoal não está dos melhores. Ao contrario, é um dos mais tênues. Depois de meia noite, nada haverá. Nada de parabéns, de surpresas, de mimos. A casa está caótica, igualmente a mim. Está vazia, representando-me no meu sentimento de solidão diário. Sem café da manhã com pães e queijo fresco. Sem almoço-torta-melhores amigos e família. Sem muito sentido. Sem, sobretudo, a Juliana como ela é.

quinta-feira, 13 de abril de 2017



Rio de Janeiro, 12 de Abril de 2017.

No início de 2017 virei a chave. Da noite pra o dia, sai de um extremo ao outro (geograficamente, funcionalmente, felizmente). Após 10 anos de formada e atuando na área da Educação, mas nunca na sala de aula, assumi em fevereiro deste ano uma turma de 2º ano numa escola pública municipal. Inicialmente assustador, afinal de repente eu teria ali, na minha frente, sob a minha responsabilidade, cerca de 30 vidas, 30 sonhos, 30 infâncias.... E eu jamais estaria ali para dilacerá-los (nem as vidas, nem os sonhos, tampouco as infâncias). Prefiro oferecer “materiais” para erguer os castelos. Mas, sabe aquele slogan “O desafio é a nossa energia”? Então, sou euzinha, materializada. Onde estão os desafios, é pra lá que eu vou rs. Engana-se quem vai para a escola pensando que será responsável apenas pelos conteúdos. E nesses quase 3 meses apreendi algumas coisas.
Eu aprendi que a escola, sobretudo a pública municipal, é para os profissionais que entendem de gente. Lá é lugar para quem tem a sensibilidade apurada, ainda que no dia-a-dia, nas nossas salas de aula, sejamos duras com os nossos alunos.
Além disso, percebi que é o local de gentilezas e de parcerias. Com pouco tempo de escola, passei um sufoco e tive a ajuda de muitos!
A escola pública municipal é para quem topa desafio, para quem não desiste apesar das dificuldades, para quem tem a oferecer compromisso, afeto e alegria àquelas crianças as quais muitas vezes só tem ali para sonhar...
Lá é lugar onde temos a opção de manter o outro como ser invisível social, ou arrancá-lo dela com um simples bilhete: “Gustavo, você é importante!” (escrevi para o meu aluno, e abriu-se instantaneamente um sorriso que mesclava surpresa e alegria no seu rosto. Talvez ele nunca tenha ouvido isso). Isso significa que fazer a diferença pode ser de graça, e em pequenos gestos.

O trajeto é longo, o gasto de combustível é alto, é calor na sala. Mas, eu tô feliz. E, confesso, tem dias que entro no carro, tiro minha capa de “super-brava”, e choro emocionada com as crianças.

quarta-feira, 29 de março de 2017

Estou objetiva e centrada: um caminhão de preocupações, e todas as decisões que elas implicam. Só estou afim de ficar na minha. Não, não quero responder ao Whatsapp (se não é de fato relevante). Tampouco desejo falar ao telefone. É tão difícil de entender? Não forneci todos os sinais necessários?
E, pra finalizar, se eu pudesse também escolheria não ouvir o rapaz cantando "batata quente, quente, quente" numa quadra perto da minha casa kkk. Uma pitada de humor, o subterfúgio necessário para dias como o de hoje.