De 17 a 20 de Outubro estive na Anped, principal congresso de Pós-Graduação em Educação no Brasil. Apesar de saber da importância do evento, nunca tinha conseguido ir. O "não conseguir" devia-se a uma mistura de falta de vontade e dinheiro, porque se tem uma caracteristica que lhe é peculiar, é o elitismo que o circunda. Gasta-se, para apresentar um trabalho neste evento (o que vale ponto no tal Curriculo Lattes), em torno de R$500,00 - isso equivale a quase 1 salário mínimo brasileiro (R$510,00)! Enfim, eu fui. Mas, na condição de ouvinte. Foi bastante legal. Apesar do conservadorismo que muitas vezes impera no campo educacional, conciliei estudo e diversão. Fui às festas, sambas, boates, bares, restaurantes e o que mais nos oferecesse a pequena cidade de Caxambu-MG como opção para lembrar que a vida e a academia intelectual coexistem. Dancei como há anos não fazia. Sequer me recordo de ter me entregue a música, de todo tipo, de maneira tão intensa como o fiz na graciosa cidade mineira. No dia seguinte à minha chegada ao Rio, acordei com a garganta inflamada, e a febre foi se instalando ao longo do dia, precisamente no percurso Rio-Magé-Rio que precisei fazer para dar conta de uma demanda de trabalho. O dia, que começou cedo, se estendeu até às 22h. A febre, insistente, não permitiu um prolongamento dele para além das 23h - ou seja, apenas o tempo do banho e da comida. A noite de ontem para hoje foi bastante desagradavel. Acordei com a impressão de que esse mal-estar será cia no final de semana. Nesse momento, a febre persiste. O incomodo é inevitavel. E, tudo isso, traz certa sensibilidade. Sinto-me fragil. Queria receber aqueles cafunés quando adoecia há alguns meses atrás. Mas não da. Tenho saudade de ser cuidada, pelo meu outro...Mas não da. Entretanto, fico feliz pela preocupação verdadeira que sempre temos um com o outro.
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