Ontem cheguei de viagem. Estava em algum município do Rio trabalhando, por 2 dias. Foi ótimo: a internet não funcionava - o que me impossibilitava de entrar em msn e orkut (logo não ver aquelas malditas atualizações que me informam de pessoas que falaram, comentaram, eventuaram!!); também não pude ver e-mail - não que isso me deixe feliz, mas fez parte desses 2 dias. Cheguei ao Rio direto para uma reunião. Reunião terminada, cumpri pendências, preenchi papéis, conversei, ri. Até então, tempo tomado, cabeça a mil porque não consegui ultrapassar a pagina e 1/2 da fundamentação do meu embrionário projeto de dissertação, vai, volta, reuni, come, bebe, ouve historia. Mas e depois? Não da para trabalhar 24 horas, nem estudar. Hora de voltar pra casa. Mas tinha um vacuo, um vazio. Eu sei o que era esse vazio. Tem nome, endereço e telefone. Tem cheiro, estatura, carne, osso. Olhos, cabelos e pêlos. Saco... isso de novo, Juliana?!!! Até quando isso vai me assombrar??!! Então resolvi ir embora, pegar um transporte qualquer, porque em casa teria gente, pessoas amadas, que me querem ver sorrir e não medem esforços pra isso. Não tinha ninguem. Mas recebi um telefonema. Animei-me, ri novamente, debochei da minha propria vida. Me fez bem deixar de lado o sofrimento naqueles instantes. Definitivamente, preciso disso: arrancar essa coisa de mim, seguir a vida, trilhando o caminho que estou construindo, sem moleza, e não esquecer, nunca, que só tenho a opção de ganhar o mundo porque eu planejei o caminho. E ninguem pode diminuir essa batalha. Ninguem.
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