domingo, 17 de julho de 2011

Quando e como nós protegemos alguém? Ontem eu obtive a resposta para tal pergunta. Nós protegemos despretensiosamente, na maioria das vezes sem a intenção de fazê-lo. Isso significa proteger com o coração. Protegemos ao abrigarmos alguém no nosso espaço, que não é primeiramente físico. Quando protegemos? Quando sequer sabemos que estamos fazendo isso... em uma palavra que a nós pode parecer uma bobagem, em um email, em um telefonema ou em um simples convite para comer um pedaço de pizza numa lanchonete meio fulera da Urca... Também protegemos sorrindo, dançando, brincando. Chorando, ouvindo e brigando. Protegemos falando e silenciando. Em alguns momentos basta um olhar de cumplicidade, como em outros o de reprovação. Tudo isso acontece organicamente. Não há nada de mecânico nesse processo Humano. É simples e complexo ao mesmo tempo, porque não há proteção sem interação, sem relacionar-se com o outro. Para protegermos, considerando que a relação Humana é condição sine qua non, precisamos nos rever, nos questionar, nos movimentar. Precisamos "abrir" a janela, a porta. Ainda que sejamos duros, ainda que sejamos difíceis, ainda que sejamos "tratores" rs. O imprescindível é sempre dar um passo adiante. Sei do que estou falando. Mas sei porque à medida que protegemos também somos protegidos. Ontem, 16/07/11, elaborei isso. Ontem uma grande e importante amiga nesse meu processo de amadurecimento pessoal me fez entender e experimentar com plenitude o movimento da vida. Chorei emocionada ao ouvi-la em um relato para cerca de 40 pessoas que "Queria agradecer a minha amiga Juliana Pereira, companheira que me ajudou a seguir". Chorava mesmo... Porque outro dia desses ela havia olhado no fundo dos meus olhos e falado: "Eu não sei porquê, mas eu gosto muito de você. Muito mesmo." Nesse dia eu respondi com os olhos: "Mas eu não faço nada demais". De fato, eu não tinha dimensão do que aquela simples frase em um rodapé de email significaria para revigorar as forças dela naquele outubro de 2010:



("Ps. Não vou desistir de falar com vc. Continuarei tentando atéé vc me atender..rsrs Eu sou persistente. rsrs")

Hoje eu agradeço. Agradeço a ela por ter ido além da menina marrenta que pareço a primeira instância. E sorrio com leveza ao constatar: ainda bem que eu também não desisti dela. Quando ela sentou ao meu lado, após o seu relato de ontem, e deitou sua cabeça no meu ombro, pensei feliz: "Ela nem imagina que é ela quem me protege..." Sorrio e mais uma lágrima escorre. Sinto-me cuidada, especial, amada. Protetora e protegida. Experimento, novamente, aquele sorriso aliviado e satisfeito, quando concluimos que acertamos nas escolhas que fizemos. Aquele sorriso sereno, que transparece a paz que há dentro de nós por ter trilhado o caminho certo.


2 comentários:

  1. Amiga obrigada por existir na minha vida!!! Muitas lágrimas poucas palavras muita emoção

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  2. Até nisso estamos juntas! Muitas lágrimas,poucas palavras e muita emoção! Vamo que vamo que os tratores estão passando!!rs

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