sábado, 8 de janeiro de 2011

Cheguei há pouco em casa. Precisamente, há cerca de 20 ou 30 minutos (comecei a escrever esse post 1h) . Chego de um compromisso do trabalho. Trata-se da formatura dos alunos do ProJovem Urbano, do município de Belford Roxo. Sim, me desloquei por este longo percurso para participar desta celebração. Antes de sair de casa, confesso que tive dúvida se me cabia comparecer a tal evento... O calor, a distancia, a ida e a volta pra casa... Confesso que pensei em tudo isso antes de colocar os pezinhos na rua, rumando Belford Roxo. Fui mediocre. Mas, pensei comigo: "Juliana, o que é isso, diante do simbolismo deste dia na vida dessas pessoas? Não minimize essa luta, a perseverança destes meninos e meninas, homens e mulheres, que conseguiram, apesar de tudo, persistir, insistir, seguir." Diante disso, as outras coisas tornavam-se caprichos meus. Portanto, resolvi pegar o transito, derreter no onibus, pegar o trem, outro onibus... De fato, eu não tenho dimensão do que representa esse dia para esses formandos, dos quais muitos possuem filhos, trabalham duramente, e tem em suas trajetorias escolares as marcas da repetencia, do abandono, da desistencia. Meninos e meninas invisíveis que "perambularam" pela escola, tecendo uma relação de amor e ódio, crença e descrença. Ainda bem que eu estava la pra olhar aqueles rostos, e para registrar na "foto da vida", como diz uma amiga, cenas inesqueciveis, que equacionam o dia de hoje. O que significou para aquela mulher, aparentemente de vida dura, subir no palco para pegar seu diploma carregando seus dois pequenos filhos? Eu posso apenas cogitar o simbolismo disso... Uma longa estrada os espera. Tomara que se mantenham fortes para ir adiante e melhorar suas vidas. Eles merecem. E já mostraram que dificil não traduz impossível, e que acreditar é o primeiro passo. 

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