domingo, 7 de agosto de 2011

“Qual é o gesto que coloca o seu amor em movimento?”
(Campanha da Natura)

Hoje (06/08/11) eu vi a “pedra dura dissolver”. Foi através de um ato singelo que isso aconteceu. O ato singelo trazia em si a nobreza do ser humano de melhor qualidade. Aqui referencio ser nobre com a nossa prática cotidiana. É uma palavra, o compartilhamento de uma informação, a busca do (auto) conhecimento. Ser nobre hoje em dia é, sobretudo, prezar o humano. Trata-se, fundamentalmente, de insistir e acreditar na humanidade. Obviamente nesse caminho encontraremos gente perversa, que sobrevive do tratamento cruel que dá àqueles que surgem na sua frente. Gente que só tem isso, e se agarra nessa única coisa. Todos precisamos de algo. Sentimento, coisa, pessoa, cultura. Algo. Alguém. Mas somos capazes de fazer escolhas, conscientemente. Nós escolhemos a vida que queremos. Citando Gandhi, somos em nós o mundo no qual desejamos viver. Por que falar isso tudo? Porque admirei a nobreza de uma pessoa que tem estado bastante próxima. Era algo simples, diria que bobo para aqueles desatentos aos detalhes. Quantos de nós teria o cuidado de, oferecendo um objeto emprestado a um amigo, fazer questão de colocá-lo em um saquinho de presente, com direito a laço de fita de pano? Pois é. Surpreendi-me, pois olhando para mim, sendo honesta, acho que eu mesma não seria nobre esse tanto. Dentro do caprichoso embrulho havia também um pequeno bilhete, num envelope. Muito zelo. Poucas frases, porém suficientes para repensarmos se realmente devemos desistir do ser humano: “Caro amigo, espero que faça bom uso. Não se preocupe, porque para mim o que importa são as PESSOAS e NÂO as COISAS. E você como amigo é muito importante. Bjs com afeto.” Vi o amigo ler e reler o bilhete. Observei suas expressões. Fiz algumas leituras delas. E, em síntese, ao ver aquele sorriso admirado, pensei: “O dia já valeu. Afinal vi a “pedra dura dissolver”. Vi uma pessoa que a vida fez ser dura, tentando desumanizá-la, permitindo-se acreditar que sim, ainda existem bons seres humanos por aí”. E isso vale muito mais que qualquer 20 páginas de dissertação. Sempre valerá.

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