quinta-feira, 19 de maio de 2011

A nossa casa esvaziou-se. Cada um retornou ao seu lar deixando no nosso um pouco de si e levando um pouco de nós. Tivemos uma noite agradável. Bastante agradável. Singelamente, comemoramos mais um aniversário do grande chefe dessa família, com o já tradicional jantar e bolo com guaraná. Mas a beleza da vida está aí, nas coisas simples. Não, não está (apenas??) na aquisição de bens materiais caríssimos, que às vezes nos custam a alma. Claro, não significa que a miséria ou a privação permanente a estes bens seja interessante, legal, feliz. Nenhum faminto se sente feliz pela sua fome. Refiro-me, porém, a capacidade que perdemos de admirar a vida nos seus detalhes. Compartilhar momentos, sorrir e chorar juntos, brincar, brindar, celebrar. Sim, agradecer a Deus pela saúde e força que nos mune para abraçar o mundo, para sobreviver nessa selva urbana, onde os bichos mais vorazes são os humanos, onde o maior inimigo pode habitar o nosso próprio interior. Ao findar dias como o de hoje vejo-me no dever de falar "obrigada". Pego-me pensando que já não sou mais tão menina quanto pareço. Dias como o de hoje - especialmente a parte da noite - me trazem a certeza do que não quero para a longa estrada que tenho pela frente a trilhar. Noites como a de hoje obrigam-me a agradecer pela família que tenho, pelos momentos que compartilhamos, pela célula que nos constituimos e que sempre pretendemos ampliar recebendo bem àqueles que nos querem bem. Enfim, tivemos bons momentos juntos. Isso é o que importa, é o que fica, é o que ninguém nos rouba.


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